OLIBERAL – 06/02/2025

A menos de um mês do fechamento do aterro sanitário de Marituba (PA), a Região Metropolitana de Belém ainda não tem um destino definido para os resíduos sólidos da capital, e de cidades como Ananindeua e Marituba.

O diretor da Guamá Tratamento de Resíduos, Reginaldo Bezerra, afirmou que o recebimento de resíduos está regular, enquanto se aguarda uma decisão tanto dos órgãos ambientais quanto da Justiça sobre o destino do lixo a partir de 1º de março: “Estamos operando em condições normais, recebendo os resíduos e aguardando a definição do órgão ambiental do estado, assim como da Justiça, para definir o futuro após o dia primeiro de março”, afirma o gestor da empresa, ao lembrar que o local recebe cerca de 40 mil toneladas de resíduos por mês.

Solução

O aterro sanitário de Marituba foi instalado em 2015 como uma solução para que o lixão do Aurá, em Ananindeua, fosse fechado. No local, não existia nenhum tipo de tratamento para os resíduos. Segundo o diretor da Guamá, a empresa já acumula um histórico de prorrogações para manter o espaço em funcionamento: “Isso já aconteceu em 2019, 2021 e 2023. Agora, estamos na iminência dessa nova prorrogação. Seguimos aguardando a decisão da Justiça”.

Atualmente, o aterro sanitário de Marituba é o único do Pará autorizado para funcionar e licenciado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Semas). E, quando as atividades se encerrarem, o manejo de resíduos do local ainda será realizado de forma adequada pela empresa que administra o espaço. “Hoje, as quase quarenta mil toneladas de lixo que a Guamá recebe sofrem um tratamento. Tanto os resíduos sólidos quanto os resíduos líquidos. O chorume e os gases gerados são devidamente tratados de forma que o ambiente esteja protegido”, relata o gestor da Guamá.

Novo aterro

Em nota, a Ciclus Amazônia, empresa responsável pela gestão de resíduos sólidos em Belém desde abril de 2024, destacou que avança no processo de licenciamento ambiental com o apoio da Secretaria do Meio Ambiente do Estado para a instalação de um novo Centro de Tratamento de Resíduos (CTR). “O novo centro terá capacidade para o recebimento superior a 2.500 toneladas diárias de lixo urbano, com possibilidade de ampliação para até 4.000 toneladas por dia”, detalha. Enquanto isso, a indefinição sobre um novo local para destinação do lixo pode levar a novos impasses ambientais e jurídicos.

Fonte: OLIBERAL

https://www.oliberal.com/belem/a-menos-de-um-mes-do-fechamento-do-aterro-de-marituba-belem-segue-sem-novo-local-para-os-residuos-1.915582