Valor Econômico – 31/03/2025

A Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema) calcula ser possível tomar um atalho para reduzir o número de lixões em atividade no país, um problema ambiental e social crônico. “Estimamos que mais de 30% deles possam ser erradicados somente com base na utilização dos aterros sanitários já existentes”, afirma André Galvão, superintende técnico da Abrema. É o que se chama de regionalização, com um aterro sendo usado por vários municípios.

Um estudo da Abrema dá lastro à regionalização ao apontar que 165 municípios baianos – 40% do total do Estado – poderiam interromper imediatamente a utilização de lixões adotando o uso de sete aterros sanitários licenciados e em operação. Esses municípios somam 5,3 milhões de habitantes e geram 3.642 toneladas diárias de resíduos. O Programa Humanizado de Encerramento de Lixões na Bahia, da entidade, prevê ainda 47 estações de transbordo, para atender as cidades mais distantes, a cerca de 100 km. Elas entregariam os resíduos nestes locais e dali seriam enviados ao aterro mais próximo.

O Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2024, da Abrema, traz os dados relativos a 2023 e calcula que o país produziu 80,9 milhões de toneladas de resíduos sólidos, uma média de 382 kg por habitante. Deste total, 75,6 milhões de toneladas foram coletadas, 69,3 milhões de toneladas foram encaminhados para disposição final, sendo 40,5 milhões de toneladas tiveram disposição final inadequada.

Fonte: Valor Econômico

https://valor.globo.com/publicacoes/especiais/saneamento/noticia/2025/03/31/regionalizacao-de-aterros-pode-reduzir-em-30percent-o-numero-de-lixoes-no-pais.ghtml